quinta-feira, 16 de maio de 2013

Criação

Às vezes me apaixono
Pelo vôo da criação
Que penetra o peito
E atinge o coração

Pedaço arrancado
Procurando os Céus
Por trás das nuvens
Vejo seu véu

Quero você para mim
Pedaço arrancado
Que se foi
Deixando um apaixonado

é Céu?

Mas será que é Céu mesmo?
Porque até então
Era um misterioso segredo

Se bem que na poesia
Posso chamar do que quiser
Essa fogueira que ardia

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Mar sem fim

De encontro com aquilo que sempre fui
Encontrei no fundo da garrafa um pouco de rum

Me deleitei com paixões viscerais
Até encontrar aquilo que parece ser o meu cais

O fundo da alma transbordando
E agitando todo o mar

Já não somos mais vítimas da lucidez
Estamos entregues as correntezas
De um mar sem fim

Maré cheia
Maré baixa
Mas nunca parada
Sempre em movimento

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Acaso

Correndo pelo deserto
Salto bancos de areia
O sol não me queima

Feliz ao saltitar
Sob os olhos de Deus
Estou protegido
Pelos obscuros acasos

Regozijo

Andando passos silenciosos
Rabisco o medo da liberdade
E me vejo impregnado de horror

Inseguro de mim mesmo
Sento, espero
A dor passa aos poucos
Sou alérgico a mim mesmo

Passos finos
Hostis com o mundo
Penosamente dados
No concreto

São passos tímidos
Horrorizados com o ser quem se és
De encontro com o mal em mim
Regozijo

quarta-feira, 1 de maio de 2013