quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Buraco escuro

Um buraco se abre querendo engolir tudo
Prometo ser mais forte...
Há piedade na escuridão?

Da última vez serviu como um chapéu
Se alegrou como um bobo
Que derruba o rei do seu trono
Contando gargalhadas

Furacão intenso
Gira em espiral
Levantando voo
Os insanos

Negrume de vida que transforma
Lástimas em fome
Forma de versos
Derramados com a chuva
Poemas de verão

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Prostituída

Prostituída pelo amor
Era carne seca jogada as traças
Nunca quis se perdoar
Dessa pobre desgraça

segunda-feira, 31 de março de 2014

Outro aqui

Que triste paisagem se forma em mim
Molho a ponta da vida
Num mar negro sem fim

É desta que surgem versos
Ecos passados de outonos divididos
Distância próxima do Outro aqui

Mata o tempo

Mata o tempo
O menino e seus brinquedos
Brincando queria
Construir um enredo

Sua vida sem graça
Da desgraça nascia

E da bela paisagem
Um pássaro surgia
Lhe contando segredos

Ah! Que triste dia...
Ah! Que bem fazia...



sábado, 25 de janeiro de 2014

O ponto exato

Decidi arriscar! Abracei o mundo e comecei a caminhada. Passos timidamente selvagens me carregaram para onde estou agora: o ponto exato de mim mesmo. Os ventos, as ondas e as correntezas balançam os galhos, carregam folhas, frutos e sementes. Mas a árvore... essa continua fixa em seu lugar.