quarta-feira, 17 de abril de 2013

Saudades de SER

Saudades de ser
O beijo do poeta na boca do leitor
A voz doce ecoando pelo corredor
O suave tom nos olhos do admirador

Saudades de ser
O cântico que enlouquece o pescador
O perfume mais louco que o de qualquer flor
Pairando pelos ares em busca do atento observador
Contaminando os lugares
Elevando almas aos céus
Na busca do puro êxtase
Num prazer doce como mel
Enlouquecendo o cidadão comum
Trazendo paz as almas assanhadas
Alimentando aqueles em jejum

Saudades de ser
O louco desvairado
Que corre pelado pela rua
Gritando pela amada
Que acredita ser só sua

Saudades de ser
A potência escondida
A fera oprimida
O coração a saltitar
Na calada da noite
Sedento pela criação
De um novo amanhecer
Transcendendo a correria do dia-a-dia
A loucura do trabalho, a mercadoria
Ser só um ínfimo grão de areia
Mas capaz de quebrar barreiras
E produzir a vida naquilo que um dia já esteve morto

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